Oie pessoas eu sei que estou sumida mas espero ver todo o mundo hoje no piquenique banidesco! Vou postar a primeira parte da historia de Decaslus, falta a segunda parte, Howl, que está por fazer :P preguiça mata. Beijos a todos!
P.S- Quero opinioes ^^
Decaslus
Tolos.
‘Pegar cristais no Norte’, ‘o Sul é amaldiçoado’. Besteiras, sempre encontro os maiores cristais no Sul, e ainda estou explorando, deve ter imensos aqui. Nunca tinha vindo nesta parte da montanha e encontrei pelo menos três de 40 mil folhas de peso.
-Anciãos tolos – pensava alto – Um dia eles verão, vou fazer uma mudança nesse mundo, quem pensam que são para dar ordens toda a hora? Além do mais, o que tem de amaldiçoado aqui? Umas pedrinhas? – ri enquanto chutava uma das pedras do caminho
-Tem alguem ai? – Escutei uma voz fraca, quase sumida, talvez a de uma pessoa de idade avançada – Garoto me ajuda...
Me virei para a direção de onde tinha sentido a voz, uma caverna, quem quer que fosse estava lá dentro, então, com um misto de curiosidade e espanto, (pois nunca ninguem vai no Sul) avancei receosamente para dentro da estranha gruta.
- O que você quer? – Perguntei enquanto me aproximava – Quem é você? Sei que não é de meu povo!
Tinha a certesa disso, era sensivel para vozes, todos os elfos são eu acho, menos a Miriam, sim, ela não sabe fazer nada, nem mesmo...
- Calma garoto – o velho voltou a falar, tinha ate esquecido dele, as vezes eu me perco nos pensamentos... – Sou apenas um velho mago.
Mago? O que era isso? Pelo menos agora tinha certesa, ele não era de Raringu, mas..como foi parar alí? E porque sabia falar nossa lingua? Que coisa estranha.
Foi então que cheguei na parte da caverna em que ele se encontrava, estava sentado em um canto, era de fato um velho, tinha uma roupa muito desgastada, quase parecia que suas cores estavam perdidas no tempo, pois não dava para identifica-las, unica coisa que havia ainda colorido no seu corpo era o pendente de seu colar, tinha uma forma estranha, suas cores eram azul e dourado...aquele azul é parecido com a cor dos olhos dela, o dourado de seu cabelo, juntos nao ficam tão ruins assim, ficam até bonitinhos..hã?? Sim...estou delirando, ela bonitinha? Senti vontade de rir, mas segurei, ei..mas acho que é a segunda vez em menos de quinze minutos que eu penso nela, isso não é normal,o Sul deve ser amaldiçoado mesmo.
O velho riu.
Eu me assustei, dessa vez tinha esquecido mesmo que ele estava ali. Estou ficando louco.
-Pela sua cara de assustado minha resposta não serviu de nada né? Ou será que foi meu lindo aspecto? - falou calmamente.
Reparei que parecia estar ferido, não respirava num compasso normal.
-O que está fazendo aqui? – perguntei rudemente - Chega de brincadeiras, os Anciãos proibiram os Estranhos bem antes das bodas de Crisantemo das Árvores do Destino, e até parece que vou cair nessa historia de ‘mago’, coisa sem sentido...
O velho riu, achei que aquilo ia se tornar um habito...dar risada de tudo o que eu falo...
- É uma loga historia, mas se tiver tempo...- falou, apontando para um pedra na sua frente, mas pelo menos 3 metros afastada. Não vi nenhum tipo de ameaça então sentei, e ele continou – Primeiro que tudo, Mago é uma pessoa que faz magia, ou seja tem poderes especias que lhe dão permisão para fazer coisas fora do comum.
Foi minha vez de dar risada.
-Fora do comum?- falei rindo- Todos os elfos conseguem usar magia!
-Interessante – Falou de um jeito estranho, um misto de satisfação com interesse era reconhecivel em sua espressão.
Ok, deixei de gostar da situação, mas como posso ir embora e deixa-lo aqui tão fraco?
-Ainda não falou o que está fazendo aqui – insisti, ainda rudemente, não queria correr riscos.
Ele olhou para mim, depois riu. Sabia que estava se tornando um custume. Eu revirei os olhos
-Tabom.. – começou contrariado – Pode ser até dificil de acreditar mas eu sou de outro mundo.
-Sim, claro. – falei cetico – O que você é então? Um viajante das folhas elisias vindo do espaço sideral?
Ri, ri simplesmente por rir, na verdade não tinha graça nenhuma e eu me via cada vez mais enterrado na situação.
-Ei garoto, não sou eu que tenho orelhas pontudas não! – Falou como que ofendido. – Eu sou de outro mundo, quer acredite quer não.
-Você é que tem essas orelhas pequenas e estranhas nem venha falar das minhas! – Retruquei – Mas de fato você não parece ser daqui...
Eu já sabia que ele não era daqui, mas de outro mundo? Mas, se pensar bem, de que outro lugar ele poderia ter vindo? Este mundo se resume apenas á cidade em que eu vivo, o Norte e o Sul, ambos com grandes montanhas. Ele não era daqui mesmo, mas então, porque estava aqui?
- Eu estou aqui porque fugi de meu mundo – Continuou o velho estranho – Eu ia ser banido por isso com minhas ultimas forças abri um portal para fugir e, por acaso vim parar nesse mundo. Antes um mundo desconhecido que um mundo de Nada.
- Banido? Banido pelo quê?!?! – Falei, com a voz num tom esganiçado.
Ser banido não era coisa boa, Ser banido é aquilo que os anciãos fazem com os criminosos, com os assassinos! Ele ia ser banido e eu estou aqui, falando com ele? Ai..isto não vai acabar em coisa boa, é melhor eu ir embora, sim, vou embora, alem do mais devem estar me procurando, isso mesmo, tenho certeza que estão me procurando, vou até tomar xingo de Miriam, ela vai ficar muito brava, consigo até imaginar sua cara de preocupação, fingindo que não vai mais falar comigo como sempre faz quando venho no Sul...
O velho fez um som alto, para chamar minha atenção, será que estava assim tão na cara que eu me perdi nos pensamentos?
- Por nada de especial- falou com o sorriso mais amavel que alguma vez tinha visto.
Mas que grande ator, quaze me convenceu nessa.
-É claro! Você quaze foi banido para o Nada por nada! – respondi no mesmo tom esganiçado de antes – Me desculpe, mas eu tenho que ir agora.
Levantei. Virei as costas e dei dois passos, e, apenas dois passos depois escutei sua voz denovo.
-Você não vai nem me ajudar mais? Que preconceito...
Uma dor lacinante percorreu meu corpo, paralisando cada musculo meu, me inpedindo de ir embora, parecia ser um misto de trovão com um fogo incessante que viajava por minhas veias, sentia a temperatura aumentar no meu sangue, meu coração parecia bater cada vez mais rapido, tinha a sensação que esplodiria a qualquer segundo. Queria fechar os olhos, estava tudo desfocado. Tentei me libertar, mas era inutil, continuava paralisado. Meus pés sairam do chão, estava sendo levantado devagar por uma força invisivel, agora, para alem da dor, sentia falta de ar, o que quer que estava me levantando estava tambem me sofucando.
Tudo, era a dor.
Não conseguia pensar. A dor se tornava cada vez mais forte, o ar cada vez mais escasso e o grito preso em minha garganta não queria sair, talvez por não ter ar suficiente para tal, ou talvez minhas cordas vocais estivessem tambem paralizadas. Ou, simplesmente não arranjei forças para tal.
Embora toda a dor, não desejei morrer. Não o fiz, não ia desistir de minha vida simples, eu gosto das coisas que tenho, e sabia que iria conquistar coisas melhores, sabia que Miriam estaria me esperando.
Miriam. Eu tinha que fugir, ela precisava de mim, ou talvez, eu precisasse dela.
Ela era fraca e desastrada demais para sobreviver sozinha.
Apesar da dor, se podesse teria esboçado um sorriso com esse pensamento.
Escutei uma risada, uma risada ja conhecida.
- Nossa você é teimoso não? Nenhum dos outros demorou tanto tempo assim para ser amansado...
Pensei um milhão de pragas para o velho, não as falei simplesmente por não conseguir.
- Nunca nenhum dos outros tinha razões suficientes para não desejar a morte, mas você tem não é? Tudo bem, parece que esta vez vai ser a primeira que vou ficar sem meu capricho, afinal este corpo não dura muito mais, preciso urgentemente de outro.
Velho maldito, que história era aquela de corpo novo ein? Acha que eu sou o quê? Uma marionete?
Risadas denovo, será que ele passa a vida inteira dele rindo? Não tem nada melhor para fazer? Velho sadico! Rindo me fazendo passar toda essa dor. Que seja amaldiçoado com todas as forças das folhas negras das Árvores do Destino...
-Ai garoto – Falou limpado as lagrimas de dar risada dos olhos – Você me mata sabia? Você pensa cada coisa engraçada! O pior é que acertou, vai ser uma marinete mesmo, este corpo velho não consegue mais andar, ainda mais nessa gravidade mais alta desse mundo piorou... Eu adorei você, vai ser um prazer conviver durante os proximos..ham..qual é a idade de elfo mesmo? 600..700 anos?
E, com um movimento com o braço raquitico a dor parou e eu cai com um baque surdo no chão.
-Ma...Maldi..to – Minha voz estava fraca pela dor que acabara de sentir, minha cabeça latejava com a pressão, senti meus olhos fecharem mas resisti acordado. Tentei fugir, mas minhas pernas estavam fracas demais, eu estava fraco demais.
-Teimoso mesmo não? Era para você dormir...mas tudo bem, já que abdiquei da tradição mais uma coisa nao vai fazer diferença.
E com outro movimento de braço, os olhos do velho se fecharam e seu corpo caiu, mais uma vez a dor, minha cabeça latejava muito forte agora, eu gritei, mas o som nunca chegou a meus ouvidos, em vez do grito, veio uma risada.
-Apesar dos contratempos, parece que consegui! – escutei
De onde viera a voz? O velho parecia morto, so restava eu..
Senti minhas mãos mexerem sozinhas, e minha cabeça virar na sua direção.
‘Mas que...’
Gritei assustado, mas minha boca não emitiu nenhum som
Risadas.
‘O que você fez comigo seu desgraçado?’
Eu não podia falar, mas ele me escutava.
-O que você acha? É obvio que pussuí seu corpo! – falou com voz de contentamento, estava feliz, pegou sua presa.
Tentei me mexer, lutar, expulsar ele de dentro de mim, mas eu ja não era mais senhor de mim mesmo, agora ele me controlava, eu não passava de nada mais que uma marionete, um casulo para aquela alma amaldiçoada, maldito, um dia me pagará.
-Você tem um corpo bom...muita força...com umas alminhas para eu poder me trasformar fica tudo perfeito – meu antigo rosto esboçou um sorriso.
‘Almas?!?! Aqui não existem almas nenhumas seu velho, pode ir embora agora’
-Como assim não existem? Sua cidade está cheia delas!
Então meu corpo se virou, ainda com um sorriso estampado no rosto, e, tão rapido como se fosse eu correndo, ele se dirigia para a cidade, com eu apenas de bagagem.
-Ei garoto, qual é seu nome? Já que vamos passar tanto tempo juntos não vale a pena guardar rancor né? Eu sou Howl.
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